25/07/2013 às 12:47 - Atualizado em 18/02/2016 às 20:47

Colheita do café

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   A falta de trabalhadores na área rural, principalmente no período da colheita, um problema que vem sendo enfrentado pelos cafeicultores nos últimos anos, pode ser resolvida com a mecanização do recolhimento dos grãos do conilon. Equipamentos em fase de testes podem reduzir em até 70% a mão de obra necessária nesse processo.

   Funcionários do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e cafeicultores participam hoje de mais uma fase de testes e demonstração com dois tipos de colheitadeira mecânica para medir a eficiência dos equipamentos. A demonstração será feita na propriedade de Teodoro Zanotti, que fica no Patrimônio do XV, em Nova Venécia.

  Segundo o pesquisador do Incaper José Antônio Lani, em uma área onde atuam 100 pessoas na colheita de café, com o uso da colheitadeira mecânica o número de trabalhadores cai para 15.

  Na colheita manual, explica Lani, uma pessoa colhe entre oito e dez sacas de café por dia. Com a mecanização da colheita, cinco pessoas podem colher até 750 sacas por dia. “É como se uma pessoa conseguisse colher 100 sacas de café em um dia”, destaca o pesquisador. O custo atual de colheita de R$ 8,00 por saca cairia para R$ 2,00 destaca Lani.

  A mudança no sistema, certamente, representará redução de custos para os cafeicultores. “Atualmente, cerca de 35% do preço de uma saca de café equivalem a gastos com mão de obra”, disse Lani. Com o sistema mecânico, por exemplo, em uma propriedade que produz 90 sacas por hectare, é possível colher 150 sacas por hora.

  A melhoria da qualidade do café é outro benefício da mecanização. O pesquisador lembra que por conta da dificuldade em conseguir mão de obra muitos produtores antecipam o início da colheita e começam a coleta quando grande parte dos grãos ainda está verde, o que resulta em perda de qualidade.

Espera

  Com o uso das colheitadeiras, explica Lani, os produtores podem aguardar a maturação da quase totalidade dos grãos para iniciar a colheita e obter café de melhor qualidade.

  O preço dos equipamentos que estão sendo testados e que passarão por adaptação é elevado, e poucos produtores, principalmente os menores, tem como adquiri-los. Mas isso não deverá ser problema porque as cooperativas que têm cafeicultores em seu quadro de associados já se dispuseram a financiar a compra do equipamento.

  Lani explica ainda que as cooperativas também poderão comprar as colheitadeiras que serão utilizadas pelos associados. Há também no mercado empresas que fabricam o equipamento e o alugam para os cafeicultores.

 

Fonte: A Gazeta